A semana voa. Fim de semana já nem existe mais. A vida se resume em trabalho, estudo e dinheiro. E aíe u pergunto: as pessoas, onde estão? Por toda a parte, claro, mas fazendo o que? Cuidando dos seus próprios interesses, brigando sem parar. Amigos brigando, por coisas banais. Pessoas que não se falam por muito tempo, e quando se reencontram, não conseguem aproveitar o único momento que tem juntas. Brigam, discutem, querem colocar os pingos nos ‘is’.
Os amigos casam, viajam, vão embora. E infelizmente algumas amizades acabam. Outras não. E algumas nem acabam, mas são esquecidas, engavetadas, para se ver na foto de vez em quando, sentir saudade e só.
Mas existe um grande problema nisso tudo. O tempo vai continuar passando. Ele vai passar. E junto com ele, se vão as oportunidades, os momentos, tudo. E mesmo passando tão rápido, acreditamos que teremos tempo de ligar e falar: “-Oi, eu te amo!”
E esquecemos que cada um tem o seu tempo. E algum deixam a estrada antes de ela realmente acabar. E ainda tem caso pior: os que tem medo do fim da estrada. E por isso, correm pra trás, temem o que vem pela frente. “Será mais nobre sofrer na alma pedradas e flechadas do destino feroz, ou pegar em armas contra o mar de angústias e o combatendo dar-lhe o fim? [...] nos confunde a vontade. Nos faz preferir e suportar os males que já temos, a fugirmos pra outros que desconhecemos…” (SHAKESPEARE, William – Hamlet)
O tempo vai passar. E com ele, todas as oportunidades. Nós não vamos fazer nada? Não vamos falar nada, pra ninguém. O silêncio é pior que qualquer coisa, e muitas vezes é pago com remorso. Fale!

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